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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ninguém Beija como as lésbicas



Ninguém Beija como as Lésbicas
Velhas Virgens
Composição: A. dias / P. carvalho


A gente beija já de pau duro, pensando no escuro, na penetração
A gente beija com a cabeça no futuro, sonhando com o furo a ser preenchido
A gente beija pegando nas tetas, de olho nas metas e nas nádegas
A gente beija já indo pro pescoço, apalpando o dorso, liquidificando o ouvido


Mas elas não...
Ninguém beija como as lésbicas


A gente beija exagerando no abraço, com o nervo de aço pronto pra entrar em ação
A gente beija quase que dirigindo nossa própria película de sexo explícito
A gente beija como roto rooter, violentamente, pra passar pro próximo estágio
A gente beija mordendo os lábios, bancando os sábios, atenciosos como adolescentes


Mas elas não...
Ninguém beija como as lésbicas


Eu quero olhar, eu posso olhar
Eu só quero olhar, me deixa olhar pra vocês
E se quiser nós podemos ser três


Ninguém beija como as lésbicas
O beijo pra elas não é rito de passagem
Não é preliminar, é curtição
O beijo pra elas é o amor completo
É o amor sem táticas
Ninguém beija como as lésbicas
Ninguém beija como as lésbicas

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O humano, o amor e o sexo [Parte I]




Posso resumir tudo que estou prestes à dizer em uma única palavra:
masoquismo:
(Masoch, antropónimo, romancista austríaco [1836-1895] + -ismo)
s. m.
1. Perversão sexual que faz procurar o prazer na dor física e nas humilhações.
2. Por ext. Atitude de uma pessoa que retira prazer ou parece gostar do seu sofrimento ou humilhação.
Agora, "por que isso?" você curiosamente me pergunta, eu calmamente lhe explico que nós humanos realmente temos a grande pré-disposição para estragar aquilo que nos faz bem, caçar defeitos onde aparentemente não há e melhor ainda temos o dom de nos entediar muito facilmente. Mas vamos por partes.

Começando pela "pré-disposição para estragar aquilo que nos faz bem", analise essa frase por partes, nela encontramos a chave "nos faz bem", essa chave em particular não é algo que sabemos que está lá, pois analisando o humano puramente notamos que não notamos quando algo nos faz realmente bem, ou seja, não conseguimos enxergar se algo nos faz bem ou mal, apenas ficamos presos em prazeres imediatos ou observações externas, tais observações que nem sempre querem o nosso bem. Na mesma frase encontramos "pré-disposição para", aqui é bem simples, somos compelidos, mesmo inconscientemente, à algo.

Dito isso, nessa primeira parte notamos que nós não nos adaptamos bem ao que nos faz bem, a maior prova disso são os relacionamentos, mesmo quem está feliz tem algo à reclamar, se não for aos outros é a sí mesmo, o que chega a ser pior pois guardar rancor é o mesmo que tomar veneno esperando que a outra pessoa morra.

Nas frases seguintes chega à ser fácil de entendermos, mas mesmo assim deixe-me explicar que "caçar defeitos onde aparentemente não há" é um costume totalmente auto-destrutivo. Há uma frase antiga que diz "quem procura acha", essa é uma verdade complicada, as pessoas esqueçem que não existe essa tal coisa chamada perfeição, se algo é perfeito é porque você não procurou os defeitos nos lugares certos.

A última frase diz "temos o dom de nos entediar muito facilmente", aqui não há o que discutir, mesmo aquelas pessoas que parecem se adaptar bem à rotinas sentem isso, essa voz que chega devagar e nos lembra que aquilo já passou do prazo de validade, que aquelas ações se tornaram robóticas, que você simplesmente já não pensa antes de fazer essas coisas.

Unindo tudo temos um resultado óbvio que precisa ser dito para as pessoas acordarem e saírem de suas zonas de conforto. Nós humanos, mesmo inconscientemente, quando estamos bem começamos à procurar defeitos nas coisas e pessoas, seja no trabalho que temos um chefe que se tornou chato, ou no namoro onde a(o) namorada(o) ganhou subtamente o dom de te tirar do sério, ou até mesmo no sexo quando as 4 posições básicas já não mais proporcionam prazer.

Tédio é algo aterrador que é criado pela rotina, mas pior que isso, mais aterrador que isso, é a nossa vontade de destruir ao invés de arrumar, as pessoas simplesmente jogam a toalha e acham que foi o melhor para ambas as partes, esquecem que são ambas as partes e não somente a parte delas que deseja ficar bem.

Antes de trair seu relacionamento, antes de se demitir, antes mesmo de pensar em fazer algo que não tenha retorno, pense bem nas formas de tentar arrumar, muitas vezes uma boa conversa ajuda mais do que imaginamos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

[Série] Californication



"God Hate Us All"

Não tem como falar dessa série sem citar o nome do livro que o personagem Hank Moody (David Duchovny) é o autor na série, pois daí já vemos que o personagem não é um pai de família comum nem mesmo mais um adolescente de séries que vemos por aí.

Californication, apesar do nome, não tem nada à ver com a banda "Red Hot Chili Peepers", esta série que acaba de terminar sua terceira temporada conta a história de Hank Moody, um escritor que mora em Los Angeles - California junto com sua filha Becca (Madeleine Martin) e ainda é apaixonado pela ex namorada, e mãe da Becca,  Karen (Natascha McElhone).

Logo no primeiro episódio da primeira temporada vemos que ele tem o dom de trocar os pés pelas mãos quando se trata de mulheres, pois ele sem saber a idade de Mia (Madeline Zima), que na primeira temporada tem 16 anos, a conhece em uma livraria e eles acabam transando (sim, simples assim). O problema começa com o fato de que Mia é a filha de Bill (Damian Young) que está de casamento marcado com Karen, tornando-a assim enteada da mesma. Não bastando isso, os roteiristas da série fazem o favor de nos presentear com muitas situações cada vez mais delicadas para o lado do nosso amigo Hank.

Com tudo que acontece com Hank não tem como defini-lo, acho que a melhor descrição pra ele é famosa "Belo Filho da Puta" e seus derivados. Apesar da série ser focada em Hank, seu "side-kick" Charlie Runkle (Evan Handler) também faz uma merda atrás da outra, mas também convenhamos, a secretária dele na primeira temporada é uma das Suicide Girls, na segunda temporada ele vira agente de uma atriz porno até fazendo ponta em um filme chamado Dogtown e na terceira ele é assediado por sua nova chefe Sue Colini (Kathleen Turner).


Forrados de muita bebida, sexo, drogas e rock'n'roll a série se desenrola contando a historia desses personagens que realmente só fazem merda com suas vidas, posso até dizer que a personagem que mais tem a cabeça no lugar é a Becca, filha do Hank, que mesmo falando pouco na série, ela sempre tem algum julgamento sincero sobre as ações dos pais, ahh e ela ainda dá uma palhinha de guitarra na primeira temporada.

Essa pequena Gahdi, assim como é chamada às vezes, tem uns comentários que sempre derrubam os pais e até mesmo alguns amigos deles, essa é o tipo de personagem que realmente fala o que pensa, assim como o nosso velho conhecido House, mas essa é outra série.

Nessa terceira temporada nós vemos que, mesmo fodendo tudo, Hank e Charlie tentam manter os relacionamentos com as suas mulheres, Karen e Marci (Pamela Adlon), mesmo mal sucedidos eles ainda assim tentam mais do que muita gente por aí.


"That's the thing about secrets, they have a funny way to coming out."

Para quem se interessou, aqui vai um link onde podem baixar todas as temporadas legendadas http://tinyurl.com/y9tc2wt

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Enquanto isso no twitter



Sinceridade: Pratique isso!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Semana dos Namorados (2)

Quando iniciei o post sobre semana dos namorados, não tinha em mente de criar um por dia, mas a falta de tempo não me deixou continuar no mesmo dia o post anterior...


Ao tratarmos do amor utópico, ficamos imaginando aquele amor caracterizado em filmes holiwoodianos e afins, sempre procuramos aquele amor eterno que não irá sucumbir à menor das misérias e muito menos será destruido pelo rancor dos outros. Aquele amor que perdoa qualquer mancada inesperada.

Senhoras e senhores, parafraseando o padre Quevedo: "Isto não existe!".

O amor em sí não tem nada de perfeito, muito pelo contrário, o amor é o sentimento mais imperfeito que existe, pois, já dizia San Kenn, “Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.”.

Sempre vemos alguém resmungando que "é dos cafagestes que elas gostam" ou que "é das galinhas que eles gostam". É bizarro, mas é verdade, pois querendo ou não, esses "cafagestes" e essas "galinhas" tem pontos em suas personalidades que os fazem se destacarem na multidão, fazendo com que os que são "certinhos" fiquem "ofuscados".

Sinceramente é muito comum as pessoas escolherem seus parceiros e parceiras únicamente pelo fator externo deles, o intelécto normalmente é posto de lado. As pessoas tentam filtrar os que "não servem" para elas, mas esse "filtro" sempre dá em alguém que as fazem sofrer da pior maneira.

Prestem atenção, pessoas que sempre são escolhidas naturalmente por esses "filtros", se acostumam em receber de mão beijada tudo o que quer, e no caso do assunto em pauta, os homens recebem as mulheres de mão beijada e vice-versa. Sendo assim, NÃO HÁ um porque dessas pessoas se preocuparem em cuidar das pessoas que estão ao lado, já que se perde-la, logo encontrará outra melhor, igual ou levemente diferente.

É tudo levemente simples, o segredo da "verdadeira felicidade" não existe, o que te faz feliz pode não me fazer feliz, mas caímos então para outro ponto cruzcial nessa semana dos namorados, a FELICIDADE.

"A felicidade" ou "O que te faz feliz" é algo tão singular que causa muita discórdia entre os casais, principalmente naqueles que se "encontraram" usando a regra do "Os opostos se atraem".

Esse é o assunto do próximo post!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Eu te amo

Hey paradoxianos, sei que o tema "amor" já é bem manjado, mas será que é entendido? Hoje em dia é tão simples e rápido alguém dizer eu te amo, que até perde um pouco do impacto dessas 3 palavras juntas...

Ok, saio contigo hoje e daqui menos de 1 mês já estou morrendo de amores? Tá certo que existe amor à primeira vista, porém vem aquela grande variável negligenciada: carência. Sei que muitos devem estar me achando um grande hipócrita filho de uma puta, porém essa é a realidade... o "amor" é muitas vezes confundido com a necessidade de se ter alguém do lado.

"Precisar de alguém porque a ama é uma coisa, mas amá-la porque precisa é outra."

É interessante tentar discerni esses dois pontos, já que ambos são muito parecidos no ponto de vista de quem sente, pois em ambos os casos o desejo de ter a pessoa por perto é bastante intenso. Um adendo à isso seria o grande fato das pessoas se sentirem cada vez mais sozinhas e terem mais problemas que, por mais que neguem, querem dividir o fardo.

Últimamente a quantidade de pessoas carentes está aumentando de uma forma perceptível e muitos casais, mesmo estando infelizes com a relação, continuam pelo simples fato de ter se acostumado o/a parceiro(a) estar sempre ao lado. Essas pessoas esquecem que antes de amar de verdade, deve se ter uma amizade consistente, pois caso uma relação se baseie apenas em fornicação (ok, podem jogar as pedras) estará fadada à ruina, muitas vezes iniciada em traição, que na grande maioria acontece pelo fato de que a pessoa encontrou o afeto que necessita nos braços de outra(o).

Essa grande necessidade de dizer eu te amo, ao analisar friamente a situação, deve ser trocada pela necessidade de entender de verdade essa pessoa que se encontra ao seu lado, pois quando você já tiver conhecido ela(e) em um nível acima das pessoas comuns que a(o) conhece, e mesmo assim seu coração ainda bater forte por ela(e), aí sim... sinto muito mas você está amando de verdade.

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CARPE MOTHER FUCKER DIEM, PARADOXIANS!!
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