É até interessante cruzar religião com ciência, mas tenho medo do futuro dessas crianças.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Divergências na criação
Ser pai nos dias de hoje não é exatamente mais fácil do que antigamente mas posso dizer que, hoje em dia, graças à internet temos mais acesso à informação do que antes. Não digo que 100% das coisas de lá estão corretas, só estou dizendo que na internet tem tanta informação de como cuidar de bebês que, aplicando uns filtros corretos nas informações, podemos evitar que as crianças passem por maus bocados.
Quem acompanha meu blog sabe que eu tenho alguns problemas com religiosos, não porque eu sou contra as religiões, mas porque pra mim é difícil aceitar que alguém acredite em "mambo jambo" de charlatões que só querem seu dinheiro, do que acreditar em uma pessoa que passou mais de 4 anos em uma faculdade aprendendo à salvar vidar (ou tentar).
O que a criança passa que antigamente era resolvido por alguns "hocus pocus", pode ser explicado analisando tudo que acontecia no meio da fumaça e espelhos. Uma das coisas que mais me intriga em toda solução religiosa é que o cara que fala pra levar no médico ou que explica o que está acontecendo de uma forma mais direta é o errado, o religioso sempre tem razão, pois pro religioso que "viu" as coisas serem resolvidas com rezas ou apenas benzendo, sabe que aquilo funciona, pra ele é empírico que um padre/pastor/pai de santo vai resolver o problema, e não aquele cara de branco com injeções e remédios.
Muito do que me intrigam os comentários que acabo ouvindo, como por exemplo "Você não entende porque não cresceu nesse meio" ou "Você não entende porque nunca passou por algo assim", mas a melhor de todas sempre foi "Você não acredita porque não tem fé/D(d)eus no coração". Sinto muito, não facilmente impressionável, e para ser sincero eu não curto lavagem cerebral.
Posso ter a mente aberta, mas nem tanto...
Quem acompanha meu blog sabe que eu tenho alguns problemas com religiosos, não porque eu sou contra as religiões, mas porque pra mim é difícil aceitar que alguém acredite em "mambo jambo" de charlatões que só querem seu dinheiro, do que acreditar em uma pessoa que passou mais de 4 anos em uma faculdade aprendendo à salvar vidar (ou tentar).
O que a criança passa que antigamente era resolvido por alguns "hocus pocus", pode ser explicado analisando tudo que acontecia no meio da fumaça e espelhos. Uma das coisas que mais me intriga em toda solução religiosa é que o cara que fala pra levar no médico ou que explica o que está acontecendo de uma forma mais direta é o errado, o religioso sempre tem razão, pois pro religioso que "viu" as coisas serem resolvidas com rezas ou apenas benzendo, sabe que aquilo funciona, pra ele é empírico que um padre/pastor/pai de santo vai resolver o problema, e não aquele cara de branco com injeções e remédios.
Muito do que me intrigam os comentários que acabo ouvindo, como por exemplo "Você não entende porque não cresceu nesse meio" ou "Você não entende porque nunca passou por algo assim", mas a melhor de todas sempre foi "Você não acredita porque não tem fé/D(d)eus no coração". Sinto muito, não facilmente impressionável, e para ser sincero eu não curto lavagem cerebral.
Posso ter a mente aberta, mas nem tanto...
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Uma pílula de placebo e um copo d'água
As vezes pesquisar um pouco sobre o que está acontecendo ajuda à evitar algumas pessoas serem enganadas por religiosos, mas é incrível como a maioria precisa de um placebo, de algo que a convença de que é possível se proteger da inveja das outras pessoas apenas com rezas, banhos de ervas ou pedras mágicas. Se você pensa assim, gostaria de te informar que inveja é algo comum no ser humano, se você tem algo que a outra pessoa quer, essa pessoa vai ter inveja de você, não importa o quanto ela negue tal inveja, e isso também está em você pois, à não ser que você não seja humano, você está inclinado à desejar algo de melhor para você e/ou sua família.
Muito do que acontece com você não pode ser evitado rezando ou apenas com um banho de ervas, talvez com um pouco de meditação você fique mais calmo e não meta a mão no desgraçado que te enche o saco, mas isso é outra questão o foco aqui é que um placebo consegue efeitos muito bizarros nas pessoas, sejam esses placebos medicinais ou religiosos. Os que me incomodam são os religiosos.
Para entender melhor o efeito placebo, veja o vídeo abaixo:
fonte: Science Blogs
Quero deixar bem claro aqui que eu não me incomodo com os placebos religiosos que são gratuitos, muito pelo contrário, eu até estimulo eles, afinal se você acha que tomar um banho de café com alho pulando num pé só embaixo de um cachoeira cantando um mantra em uma língua que você não conhece vai te curar daquela dor insuportável que você tem à anos no joanete, vá em frente.
Apenas fique de olhos abertos quando tais rituais de cura, salvação e etc, te exigirem coisas como dinheiro, sexo, auto-mutilação e mais outras coisas que possam te prejudicar, pois traumas assim não são fáceis de curar, dinheiro você pode conseguir mais, mas sua dignidade não.
domingo, 2 de setembro de 2012
1984
"As massas nunca se revoltarão espontaneamente, e nunca se revoltarão apenas por serem oprimidas. Com efeito, se não se lhes permitir ter padrões de comparação nem ao menos se darão conta de que são oprimidas." - 1984, George Orwell
domingo, 24 de julho de 2011
O abismo
Conversando com um amigo hoje acabei relendo "A Piada Mortal", pra quem não conhece (o que eu acho um sacrilégio) é uma história escrita por Alan Moore (que se você também não conhece, dica: se mata!) que conta dois itens importantes das histórias do Batman, o passado do Coringa e como a Barbara Gordon (a.k.a. Batgirl) ficou em uma cadeira de rodas, que aliás, acabou se tornando a Oráculo. Enfim, essa história não tenho um grande peso só na D.C., tem um grande peso moral para mim e outros grandes lunáticos que conheço, chego até à comparar o peso em assistir "O Poderoso Chefão" (que se você não viu, não merece respeito!).
Na história, escolhida como o passado definitivo do sr. J, o Coringa tenta deixar o comissário Gordon louco à fim de provar que não existe diferença entre ele e qualquer outro homem, que todos somos propensos à ver o mundo como ele vê, basta somente um dia ruim para isso acontecer.
Não é preciso ser um lunático para concordar com o Coringa, basta pensar um pouco na própria vida, nas coisas que acontecem, tudo aquilo que te empurra mais e mais para a ponta do abismo que separa a sanidade da loucura. Quanto maior for a dose de realidade que você recebe à cada dia, mais perto da borda você está, afinal, qual pessoa consegue manter a sanidade perante as bizarrices do mundo?
Eu te respondo meu amigo: os que apenas vivem por viver, o homem (espécie e não gênero) comum.
Acho engraçado que usando frases como "homem comum" muitas pessoas já levantam a bandeira e dizem: "eu sou diferente, eu penso por conta própria", pois bem "pessoa diferente", o que te faz de diferente dos outros? Nesse simples pergunta consigo N explicações, N exemplos, mas a pessoa esquece que à 10 minutos estava comentando com grande afinco sobre novela, BBB, futebol e afins, como se fossem as coisas mais importantes do mundo.
Até concordo que todos precisamos de válvulas de escape de todas as coisas que acontecem, mas eu realmente odeio certos tipos de fanatismos, torcedores brigando por time, pessoas se matando por partidos políticos, espectadores de BBB se "estapeando" por pessoas desconhecidas, religiosos brigando pra ver qual "deus" é melhor.
Apenas espero que se matem longe de mim.
Voltando ao que interessa, na história o Coringa levou o comissário Gordon até a beira do abismo e o lançou à fim de deixá-lo louco, pois bem, pra quem leu a história, pode perceber que ele não foi longe o bastante, afinal o Gordon apenas ficou muito puto da vida.
As implicações morais em histórias como essa são gigantes, pelo menos para qualquer pessoa que seja boa de interpretação de texto ou ao menos já esteja no caminho da loucura.
Algumas histórias são medidores de insanidade, e "A Piada Mortal" é uma delas, uma história que causa reações únicas nas pessoas, mas fico intrigado com as pessoas que categorizam como "apenas uma história em quadrinhos", pois não é apenas isso, muitas coisas da vida não são apenas o que aparentam, tudo depende do sentimento que você está guardando quando está vendo, pois os sentimentos pavimentam a estrada para o abismo, tudo isso que você guarda com você, todo amor, ódio, amizade, inveja, orgulho e o que mais vier, vão te levar ao abismo, e no fim, você vai perceber que, na verdade a estrada não era tão longa assim, você é que caminhava ao lado do abismo, mas o mundo colorido à sua volta te tirava a atenção dele.
Na história, escolhida como o passado definitivo do sr. J, o Coringa tenta deixar o comissário Gordon louco à fim de provar que não existe diferença entre ele e qualquer outro homem, que todos somos propensos à ver o mundo como ele vê, basta somente um dia ruim para isso acontecer.Não é preciso ser um lunático para concordar com o Coringa, basta pensar um pouco na própria vida, nas coisas que acontecem, tudo aquilo que te empurra mais e mais para a ponta do abismo que separa a sanidade da loucura. Quanto maior for a dose de realidade que você recebe à cada dia, mais perto da borda você está, afinal, qual pessoa consegue manter a sanidade perante as bizarrices do mundo?
Eu te respondo meu amigo: os que apenas vivem por viver, o homem (espécie e não gênero) comum.
Acho engraçado que usando frases como "homem comum" muitas pessoas já levantam a bandeira e dizem: "eu sou diferente, eu penso por conta própria", pois bem "pessoa diferente", o que te faz de diferente dos outros? Nesse simples pergunta consigo N explicações, N exemplos, mas a pessoa esquece que à 10 minutos estava comentando com grande afinco sobre novela, BBB, futebol e afins, como se fossem as coisas mais importantes do mundo.
Até concordo que todos precisamos de válvulas de escape de todas as coisas que acontecem, mas eu realmente odeio certos tipos de fanatismos, torcedores brigando por time, pessoas se matando por partidos políticos, espectadores de BBB se "estapeando" por pessoas desconhecidas, religiosos brigando pra ver qual "deus" é melhor.
Apenas espero que se matem longe de mim.
Voltando ao que interessa, na história o Coringa levou o comissário Gordon até a beira do abismo e o lançou à fim de deixá-lo louco, pois bem, pra quem leu a história, pode perceber que ele não foi longe o bastante, afinal o Gordon apenas ficou muito puto da vida.
As implicações morais em histórias como essa são gigantes, pelo menos para qualquer pessoa que seja boa de interpretação de texto ou ao menos já esteja no caminho da loucura.
Algumas histórias são medidores de insanidade, e "A Piada Mortal" é uma delas, uma história que causa reações únicas nas pessoas, mas fico intrigado com as pessoas que categorizam como "apenas uma história em quadrinhos", pois não é apenas isso, muitas coisas da vida não são apenas o que aparentam, tudo depende do sentimento que você está guardando quando está vendo, pois os sentimentos pavimentam a estrada para o abismo, tudo isso que você guarda com você, todo amor, ódio, amizade, inveja, orgulho e o que mais vier, vão te levar ao abismo, e no fim, você vai perceber que, na verdade a estrada não era tão longa assim, você é que caminhava ao lado do abismo, mas o mundo colorido à sua volta te tirava a atenção dele.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
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